Operação Caixa Rápido: Receita Federal orienta contribuintes sobre uso indevido de créditos de PIS/Pasep e Cofins

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A Receita Federal do Brasil realizou uma ação de monitoramento em todo o território nacional e identificou indícios relevantes de irregularidades na apuração de créditos de PIS/Pasep e Cofins. A iniciativa, denominada Operação Caixa Rápido, aponta inconsistências com potencial de glosa estimado em aproximadamente R$ 10 bilhões.

Principais achados da fiscalização

Foram identificadas 2.959 empresas que podem ter sido induzidas a adotar práticas sem respaldo legal, muitas vezes influenciadas por consultorias tributárias. Ao todo, a análise revelou inconsistências em mais de 55 mil pedidos de ressarcimento e compensação.

Segundo a Receita Federal, a complexidade da legislação e o conhecimento técnico limitado de parte dos contribuintes têm sido fatores explorados para justificar a utilização indevida de créditos.

O setor supermercadista foi o mais impactado, especialmente por lidar com produtos sujeitos a diferentes regimes tributários.

Exemplos comuns de irregularidades

Entre as situações mais recorrentes estão:

  1. Aproveitamento indevido de créditos sobre produtos com alíquota zero, como itens da cesta básica;
  2. Tentativas de recuperação de tributos em cadeias onde a tributação ocorre nas etapas iniciais, como em bebidas, combustíveis e produtos de higiene.

Nesses casos, a legislação não permite a apropriação de créditos, pois não houve pagamento do tributo na etapa do contribuinte.

Impactos para os contribuintes

A utilização indevida de créditos pode gerar consequências relevantes, tais como:

  1. Necessidade de retificação de declarações fiscais;
  2. Cancelamento ou não homologação de pedidos de ressarcimento;
  3. Cobrança de valores compensados indevidamente;
  4. Aplicação de multas e encargos legais.

Regularização

Os contribuintes com indícios de inconsistências estão sendo notificados por meio de avisos enviados pelos Correios. A Receita Federal orienta que a regularização seja realizada espontaneamente até 30 de junho de 2026.

As principais medidas recomendadas incluem:

  1. Revisão da escrituração fiscal e contábil;
  2. Retificação da EFD-Contribuições;
  3. Reapuração de PIS/Pasep e Cofins;
  4. Ajustes na DCTF, quando aplicável;
  5. Cancelamento de PER/DCOMP vinculados a créditos irregulares.

Esclarecimento da Receita Federal

A Receita destaca que a ação possui caráter orientador, com foco na autorregularização por parte dos contribuintes. O objetivo é incentivar a conformidade tributária e corrigir inconsistências de forma voluntária, evitando penalidades mais severas.

A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e o fortalecimento do cumprimento adequado das obrigações fiscais.

Fonte: Receita Federal – 15 de abril de 2026

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